joinville, a cidade da dança

03jul08

“Visite Joinville, a cidade da dança” é o conceito criado pela Blu Comunicação Integrada para a nova ação de incentivo ao turismo promovida pela Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux, Federação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux, Joinville Costa do Encanto Convention & Visitors Bureau, Festival de Dança de Joinville e Ministério do Turismo.

Criação: As peças mostram pessoas comuns em seu dia-a-dia em Joinville, mas vestidas com collaints típicos de apresentações de ballet. A campanha foi criada para estimular o fluxo de turistas para Joinville durante o mês de julho – período que acontece o maior festival de dança do país.

Mídia: A ação será veiculada com anúncios nas revistas Veja Rio e Veja SP, além dos jornais Folha de São Paulo e Zero Hora. Também será utilizada mídia aeroportuária, com diversas placas e painéis nos aeroportos de Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Salvador e Curitiba.

Pois é, após ler a newsletter [aqui], receber os anúncios por e-mail e discutir com um grupo de amigos a respeito do assunto, fiquei i-n-d-i-g-n-a-d-a com o ridículo a que Joinville se expôs com essa campanha de âmbito nacional.

Ok, o Festival de Dança é muito legal, o conceito de dança que a cidade carrega também, mas sinceramente, após ver as imagens que serão estampadas em alguns dos principais veículos de comunicação do país, me dá vergonha dizer que eu moro aqui. É vergonhoso e constrangedor para a população que – para a minha alegria – em grande parte (85%) rejeitou a campanha de INCENTIVO ao turismo. ¬¬

Bizarro, minha gente! Vender um conceito tão belo, de forma tão ridícula…
Quem aprovou esse anúncio, viu algum benefício para a imagem pública da cidade? Identificou-se como cidadão joinvilense? Faltou bom senso àqueles que o fizeram.

Ou alguém aqui achou os anúncios dignos de veiculação?!

Consigo até imaginar meus amigos e parentes de São Paulo rindo ao ver isso estampado no jornal…

Francamente, que merda de trabalho, hein?! Não sei quem é pior, quem fez ou quem aprovou essa bagaça.

o_O

Cadê o Conar?!

Anúncios


14 Responses to “joinville, a cidade da dança”

  1. 1 Paulo Ramos

    sinceramente não sei o motivo de tanta discussão sobre esta campanha. acho divertida e não consigo entender onde está o componente constrangedor, afinal é uma brincadeira. acho que o problema não está nas peças e sim no quanto as pessoas são preconceituosas, afinal as peças não são pejorativas. o preconceito está em nós. sou espectador assíduo do festival, irei este ano e acho que temos que ter orgulho de poder participar do maior festival de dança do mundo.

  2. 2 Diego Raad

    Caro Paulo.
    Acho que ouve um engano da sua parte, não somos preconceituosos nem um pouco, afinal até vamos na assim dita “Feira da Sapatilha” que acontece juntamente com o Festival. Porém a forma como as pessoas foram trajadas, além de parecem aqueles macaquinhos Yoga ou coisa do genêro ficaram piegas. Tendo em vista que a dança é cor, movimento e etc, poderia ao menos cada “personagem” da composição ter uma cor diferente no seu collant sem contar que expõe pessoas ao ridículo como aquele senhor no ponto de ônibus. Ou você vai me dizer que ficou legal?
    Como um amigo comentou, não é por que o Brasil é o país do futebol que o Lula anda de shorts e chuteira.
    Pense bem…

  3. 3 Fernando Sá

    O exagero é uma maneira muito comum na criação de anúncios, Paulo. Como não sei qual é o seu conhecimento sobre o assunto, que pode ser muito maior que o meu, vou tentar não ser tão detalhista. Esses anúncios incomodam tanto porque o exagero, feito para persuadir e convencer com inteligência, foi utilizado de maneira muito tosca e, particularmente, com extremo mau gosto. A agência que fez essa campanha não é da cidade e provou com todos os elementos possíveis que não era apta a fazer um trabalho verdadeiro. Detalhes já valem, como por exemplo aquele rapaz correndo ao fundo da primeira peça. Se você é daqui, sabe bem que ali não há pista nenhuma. É um caminho de terra, cheio de poças e buraco que leva a uma ponte de cimento. Ninguém faz cooper ali, muito menos compra pipoca com sorrisos (afinal, nem quero imaginar onde eles guardam o dinheiro, já que bolso não existe nessa linda veste). Pontos de ônibus assim não temos. Ou é melhor ou muito pior. As imagens retratadas não representam Joinville, muitos menos aquelas pessoas representam nós, cidadão. Não representam nem você, convenhamos. A razão pra tanta revolta é puramente emocional. Paradoxal, não? A idéia não é ruim, o que é péssimo é o trabalho executado, desde o atendimento, à criação e a aprovação. Eu não aprovo isso, eu e 85% da população que se manifestou em canal aberto de TV, durante o programa de maior audiência. Eu paguei por aquele anúncio. Paguei com impostos. Eu não me enxergo, não enxergo meus vizinhos, não enxergo Joinville. Esse trabalho é uma piada que muita gente não entendeu.

  4. 4 Paulo Ramos

    Caro Diego.

    Confesso que dei risada ao ver o senhor vestido de collant. É hilário. Não consigo ver isto como piegas. Além disso estes collants não tem nenhuma relação com macaquinhos de yoga, pelo menos na yoga que faço. O que me impressiona é o fato das pessoas pensarem que alguém em sã consciência irá pensar que em Joinville as pessoas andam assim na rua!! Qual seria então o real motivo da indignação se não é o preconceito?

  5. Oi Paulo!
    Pois é, são pontos de vista diferentes. Bem diferentes…
    Você mora em Joinville?! Até então, eu não havia visto ninguém apoiar essa campanha.
    A idéia não é ruim, o conceito de cidade da dança é belo e o seu orgulho pelo Festival também; mas, cá pra nós…essas cenas são bizarras!
    Você toparia ser o tiozinho da pipoca?!
    Não custava ser mais sutil, mais elegante, mais respeitador.
    Preconceito, na minha opinião, é retratar os cidadãos de Joinville assim…

  6. 6 Paulo Ramos

    Fernando.

    Analiso o anúncio como leitor apenas. É óbvio que é exagerado. Assim como em um comercial de tv da Rainha há alguns anos atrás um cara corria de cueca pelas ruas para fugir do “marido corno” e eles estavam vendendo um tênis. Como você bem disse, a propaganda é um exagero e apesar do meu quase nenhum conhecimento na área, entendo que sem este exagero ela provavelmente não existiria. Talvez o que mais incomode então seja o fato de esta campanha ter sido feita por uma agência que não é de Joinville. E outro aspecto que me chamou a atenção é o fato de ela não ser anunciada em Joinville. Acho que eles pretendem buscar pessoas que não são de Joinville, até porque o anúncio fala “Visite Joinville”.

  7. 7 Paulo Ramos

    Renata.

    Não sou de Joinville. Moro em São Paulo e uma colega minha aí de Joinville me mostrou o anúncio ontem na Folha. Não tenho o objetivo de defender a campanha. Mas não vejo este monstro que estão fazendo. Como você mesmo disse, opiniões diferentes. Mas ainda bem que podemos fazer isto não é mesmo. Quanto ao tiozinho da pipoca, não vi nada demais nele. Não teria problema em estar retratado nas cenas vestido de collant, porque entendo que é uma brincadeira e de maneira alguma enxerguei um tom pejorativo, como se quem fez quisesse agredir os moradores. Em tempo: ela me estimulou ainda mais para que eu vá a Joinville. Neste aspecto acho que ela cumpriu com o seu objetivo.

  8. 8 Fernando Sá

    Poxa, Paulo… você é um pacifista! Hahaha… Deixa eu tentar fazer uma analogia. Um anúncio de um evento que reúna as maiores empresas de segurança do país em São Paulo. A peça consiste em cenas urbanas comuns, porém os personagens são todos assaltantes, criminosos, sequestradores etc. O pipoqueiro é um ladrão, dois bandidinhos estão comprando pipoca, lá no fundo tem um pivete fugindo… Todo paulistano é ladrão? São Paulo tem um universo de coisas boas para se vender, para se ilustrar, para se exagerar. Não isso, ainda que o “tema” seja segurança.

  9. 9 Paulo Ramos

    Sou mesmo pacifista Fernando, e espero que isto não incomode o pessoal de Joinville (hehe). Aproveitando o teu exemplo, porque que você mudou a história? Você começou com “um evento de segurança” e aí deu o exemplo de bandidos. Acho que neste caso o melhor seria uma foto com pessoas vestidas de segurança pelas ruas. Se a idéia é fazer analogia, seria assim o anúncio. E eu não consigo ver nada de errado com pessoas vestidas de segurança. Você acha que as pessoas de São Paulo ficariam indignadas com uma foto de cidadãos vestidos de segurança? Infelizmente São Paulo não é a “cidade da segurança”, pois se fosse acho que eles achariam boa a idéia. Mas é isto. Abraços a todos e espero me encontrar com alguns destes “joinvillenses estressados” na próxima semana. (hehe)

  10. hUHAuUAUAHUAHu pois é…
    Se o negócio tivesse sido bem feito, o problema não seria causado, Paulo! Não é questão de stress, é bom senso.
    Uma amiga minha deu uma idéia que talvez resolveria o problema…imaginem pessoas apenas com a sapatilha em destaque de “diferente”. Algo mais sutil sabe?!
    Saber que o povo fica rindo do gordinho, por exemplo, não é legal.
    Achei indigno. As cenas são patéticas :X

    Abraços!
    Ok! Só não traga o anúncio do jornal…
    ;) hUAhuAhu

  11. Acho que o problema, em suma, é que faltou elegância à peça. Ela poderia ter pessoas trajando roupas de dança, mas sem o escracho das fotos. E eu entendo a situação, porque sou de Criciúma e ficaria muito irritada se visse um anúncio retratando uma familia toda suja porque mora “na terra do carvão”.

  12. Cintia…
    Sintetizando, é exatamente isso!
    Você disse tudo hehehe

    Obrigada pela visita ;)


  1. 1 campanha visite joinville - feedback « A Casa da Mãe Joana.
  2. 2 festival de dança de joinville « A Casa da Mãe Joana.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s